Olhos D’Água

Uma nascente de expressão e troca de idéias… sobre o cotidiano; reminicências e as Mídias e o Serviço Social.Mas, há espaço para a poesia; a música; o humor etc. e tal…

30/12/08

FELIZ ANO NOVO!!

ESPERANÇA

                                       Mário Quintana

 

                     

Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança…
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA…
  
 

 

FELIZ ANO NOVO!!

Desejo que a “ES-PE-RAN-ÇA” habite dentro dos nossos corações, após o seu vôo!

criado por NRSE    22:40 — Arquivado em: Canções e poesias, Cotidiano

Balanço de 2008

É tempo de balanço. Revermos tudo o que transcorreu durante o ano de 2008, em nossas vidas e na de quem amamos. Vivemos coisas positivas e prazerosas; outras tristes e decepcionantes; horas de chutar a balde; outras de repensar as atitudes e pedir desculpas e, ou, de perdoar. Todas essas situações nos trazem aprendizados. É preciso que reflitamos sobre os fatos. Se a reflexão não se deu nas horas em que aconteceram, a hora é agora.

 

É tempo de novos planejamentos, de resgates de projetos que não foram possíveis a realização durante 2008, seja por que motivo for (só não valem os impossíveis, que às vezes a gente insiste em sonhar… rsrs).

 

Vou confessar: há tempos atrás, no último dia do ano, escrevia num papel ofício uma lista de dez projetos que planejava realizar no próximo.  Depois, dobrava ele e guardava-o numa gaveta. Quando chegava o final do ano, abria-o e fazia um balanço do que pude realizar. Tinha anos em que realizava boa parte deles, noutros quase nada, mas a esperança de que no próximo ano seria diferente era certo, em meu peito. Não tenho feito nos últimos tempos… mas é um planejamento.

 

Sinto-me melancólica. Perdoem-me, pois ela tem sido uma constante nesses períodos de fim de ano. Ela se intensificou a partir dos últimos quatro anos… Mesmo assim, a esperança não se afugentou do interior de meu coração, somente deixou de se expressar com tamanha ingenuidade.

 

Do ano que se vai, tive momentos de algumas realizações pessoais; de algumas dores do corpo e do coração; de expressão de amor de minha parte, para todos os que são importantes na minha vida (mesmo a quem não teve consciência disso); do amor que me foi ofertado, quando mais precisava senti-lo; dos erros cometidos e que me fizeram aprender como agir no futuro. Ganhei novos (as) amigos (os); estreitei os laços com os mais antigos; revi dois outros especiais amigos que vivem fora do país  - uma dupla felicidade.

 

Enfim, meu balanço foi de que este ano foi importante na minha existência.

 

O meu desejo é de que em 2009, possamos realizar nossos novos (e antigos projetos que ainda não foram concretizados) e, sobretudo, que cada novo dia do ano, traga a possibilidade de termos uma vida melhor e igualitária em nosso planeta. 

 

criado por NRSE    21:48 — Arquivado em: Reminiscências

29/12/08

Quando alguém lhe faz muita falta…

Reflexões

                                                                                   
                                                                                 Clarice Lispector

Há momentos na vida em que sentimos tanto a falta de alguém…
que o que mais queremos é tirar esta pessoa de nossos sonhos e abraçá-la…
Sonhe com aquilo que você quiser…
Seja o que você quer ser…
Porque você possui apenas uma vida
E nela só temos uma chance de fazer aquilo que queremos.
Tenha felicidade bastante para fazê-la doce,
dificuldades para fazê-la forte,
tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.
As pessoas mais felizes não tem as melhores coisas,
elas sabem fazer o melhor das oportunidades que aparecem em seus caminhos.
A felicidade aparece para aqueles que choram…
Para aqueles que buscam e tentam sempre…
E para aqueles que reconhecem a importância das pessoas que passam por suas vidas.
O futuro mais brilhante é baseado num passado intensamente vivido.
Você só terá sucesso na vida quando perdoar os erros e as decepções do passado.
A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar…
…duram uma eternidade…

________________

Através do abraço o meu coração seria cuidado… como seria…

 

 

 

criado por NRSE    0:37 — Arquivado em: Canções e poesias, Reminiscências

24/12/08

FELIZ NATAL

   

 

                                                                                      Cecília Meireles

 

Na Ilha do Nanja, o Natal continua a ser maravilhoso. Lá ninguém celebra o Natal como o aniversário do Menino Jesus, mas sim como o verdadeiro dia do seu nascimento. Todos os anos o Menino Jesus nasce, naquela data, como nascem no horizonte, todos os dias e todas as noites, o sol e a lua e as estrelas e os planetas. Na Ilha do Nanja, as pessoas levam o ano inteiro esperando pela chegada do Natal. Sofrem doenças, necessidades, desgostos como se andassem sob uma chuva de flores, porque o Natal chega: e, com ele, a esperança, o consolo, a certeza do Bem, da Justiça, do Amor. Na Ilha do Nanja, as pessoas acreditam nessas palavras que antigamente se denominavam “substantivos próprios” e se escreviam com letras maiúsculas. Lá, elas continuam a ser denominadas e escritas assim.
 
Na Ilha do Nanja, pelo Natal, todos vestem uma roupinha nova — mas uma roupinha barata, pois é gente pobre — apenas pelo decoro de participar de uma festa que eles acham ser a maior da humanidade. Além da roupinha nova, melhoram um pouco a janta, porque nós, humanos, quase sempre associamos à alegria da alma um certo bem-estar físico, geralmente representado por um pouco de doce e um pouco de vinho. Tudo, porém, moderadamente, pois essa gente da Ilha do Nanja é muito sóbria.
 
Durante o Natal, na Ilha do Nanja, ninguém ofende o seu vizinho — antes, todos se saúdam com grande cortesia, e uns dizem e outros respondem no mesmo tom celestial: “Boas Festas! Boas Festas!”
 
E ninguém, pede contribuições especiais, nem abonos nem presentes — mesmo porque se isso acontecesse, Jesus não nasceria. Como podia Jesus nascer num clima de tal sofreguidão? Ninguém pede nada. Mas todos dão qualquer coisa, uns mais, outros menos, porque todos se sentem felizes, e a felicidade não é pedir nem receber: a felicidade é dar. Pode-se dar uma flor, um pintinho, um caramujo, um peixe — trata-se de uma ilha, com praias e pescadores ! — uma cestinha de ovos, um queijo, um pote de mel… É como se a Ilha toda fosse um presepe. Há mesmo quem dê um carneirinho, um pombo, um verso! Foi lá que me ofereceram, certa vez, um raio de sol!
 
Na Ilha de Nanja, passa-se o ano inteiro com o coração repleto das alegrias do Natal. Essas alegrias só esmorecem um pouco pela Semana Santa, quando de repente se fica em dúvida sobre a vitória das Trevas e o fim de Deus. Mas logo rompe a Aleluia, vê-se a luz gloriosa do Céu brilhar de novo, e todos voltam para o seu trabalho a cantar, ainda com lágrimas nos olhos.
 
Na Ilha do Nanja é assim. Arvores de Natal não existem por lá. As crianças brincam com. pedrinhas, areia, formigas: não sabem que há pistolas, armas nucleares, bombas de 200 megatons. Se soubessem disso, choravam. Lá também ninguém lê histórias em quadrinhos. E tudo é muito mais maravilhoso, em sua ingenuidade. Os mortos vêm cantar com os vivos, nas grandes festas, porque Deus imortaliza, reúne, e faz deste mundo e de todos os outros uma coisa só.
 
É assim que se pensa na Ilha do Nanja, onde agora se festeja o Natal.
Texto extraído do livro “Quadrante 1”, Editora do Autor – Rio de Janeiro, 1966, pág. 169.
 

                                         

Feliz Natal!  

 

 

 

 

 

     É O QUE DESEJO A TODOS!

NRSE.

criado por NRSE    10:20 — Arquivado em: Cotidiano

10/12/08

60 Anos dos Direitos Humanos - versão popular

 

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS
Versão Popular de Frei Betto

Todos nascemos livres e somos iguais em dignidade e direitos.

Todos temos direitos à vida, à liberdade e à segurança pessoal e social.

Todos temos direito de resguardar a casa, a família e a honra.

Todos temos direito ao trabalho digno e bem remunerado.

Todos temos direito ao descanso, ao lazer e às férias.

Todos temos à saúde e assistência médica e hospitalar.

Todos temos direito à instrução, à escola, à arte e à cultura.

Todos temos direito ao amparo social na infância e na velhice.

Todos temos direito à organização popular, sindical e política.

Todos temos direito de eleger e ser eleito às funções de governo.

Todos temos direito à informação verdadeira e correta.

Todos temos direito de ir e vir, mudar de cidade, de Estado ou país.

Todos temos direito de não sofrer nenhum tipo de discriminação.

Ninguém pode ser torturado ou linchado. Todos somos iguais perante a

lei.

Ninguém pode ser arbitrariamente preso ou privado do direito de defesa.

Toda pessoa é inocente até que a justiça, baseada na lei, prove a contrário.

Todos temos liberdade de pensar, de nos manifestar, de nos reunir e de crer.

Todos temos direito ao amor e aos frutos do amor.

Todos temos o dever de respeitar e proteger os direitos da comunidade.

Todos temos o dever de lutar pela conquista e ampliação destes direitos.

criado por NRSE    21:51 — Arquivado em: Cotidiano, Diálogo: Serviço Social e as Mídias

6/12/08

A proposta do Cress/RJ e dos A.Ss. da SMAS/RJ

A reunião do último dia 11/11, que o Cress/RJ, através da Sub-Comissão de Assistência Social, articulou com os assistentes sociais da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro resultou na apresentação e discussão de uma carta dirigida ao prefeito eleito Eduardo Paes e ao futuro secretário da Secretaria Municipal de Assistência Social, Fernando William. Há nela a proposta de uma “agenda de mudanças na área”, que traga como conseqüência a eliminação da “confusão instaurada entre Assistência Social (política pública de Seguridade Social) e Serviço Social, profissão  (Lei 8.662/93).”  Vejam abaixo:

___________________

                                                       Rio de Janeiro, novembro de 2008.

Ofício nº 192/2008

Ao Excelentíssimo Sr. Eduardo Paes, Prefeito Eleito do Município do Rio de Janeiro

Prezado Senhor,

O Conselho Regional de Serviço Social (7ª Região), que hoje representa 16 mil assistentes sociais em todo o estado, vem, por meio deste, cumprimentá-lo por sua eleição no pleito realizado em outubro de 2008. Solicitamos também a oportunidade para debater com a futura autoridade do município algumas questões referentes à Política de Assistência Social, que congrega hoje cerca de 1800 profissionais, lotados no Sistema Municipal de Assistência Social – SIMAS.

Ao contrário do que ocorre atualmente, o SIMAS deve ser entendido como um sistema de seguridade social e não somente de assistência social, considerando que os assistentes sociais que atuam na saúde, na educação, na habitação e na assistência social não desenvolvem as mesmas atividades, com o mesmo conteúdo e procedimentos.

Reconhecemos que a ultima gestão desencadeou medidas importantes, a exemplo: da contratação de assistentes sociais por meio de concurso público, o que implicou numa profissionalização da assistência social (inclusive com a nomeação de servidores públicos e técnicos com perfil para os cargos de gestão) e de outras políticas públicas, da montagem de equipamentos de proteção básica e especial – os CRAS e CREAS –, e da inserção do Rio de Janeiro na gestão plena do Sistema Único de Assistência Social (SUAS). Porém, coloca-se a necessidade de alguns redirecionamentos fundamentais, porque poderão corrigir equívocos na condução da política municipal de assistência social, a exemplo da confusão entre Serviço Social, profissão regulamentada pela Lei 8662/93 e a Assistência Social, política pública de seguridade, conforme a Constituição de 1988.

Vale lembrar que as(os) assistentes sociais foram, desde a Constituinte e a formulação do primeiro projeto de LOAS (Lei Orgânica da Assistência Social) vetado por Collor até sua aprovação em 1993, um segmento de trabalhadores decisivo no campo da formulação do arcabouço legal e da política de assistência social. Na seqüência, veio a luta pela sua implementação ao longo dos anos 90. Temos sido um pólo em defesa do investimento público e da universalização desta política, o que passa pelo fortalecimento e profissionalização do SUAS. A participação da categoria no debate e implementação da Assistência Social enquanto política pública de seguridade se expressa também nos Conselhos e nos Fóruns. E temos uma ampla produção teórico-científica e técnica, com inúmeras publicações sobre a Assistência Social no Brasil, o conceito, os entraves para a construção dessa política pública, e uma série de proposições de caminhos para sua consolidação, para além da transferência de renda. Essa história de envolvimento com a luta pela Assistência Social como política pública de seguridade, é o que nos credencia para essa interlocução que buscamos com os próximos gestores, em torno da seguinte agenda:

1.a defesa da primazia da responsabilidade do Estado na condução da política de Assistência Social, tendo o chamado “terceiro setor” um papel complementar. Foi uma marca do último período a ênfase da prestação de serviços por ONGs e congêneres, em detrimento do aproveitamento dos técnicos para projetos estruturantes e de inserção profunda nas comunidades. Os CRAS têm sido reduzidos a uma espécie de plantão social para cadastramento dos pobres e controle das condicionalidades da transferência de renda, enquanto as ONGs são chamadas a realização de um superficial trabalho social. Nesse sentido, os assistentes sociais estão sendo sub-aproveitados em seu grande potencial profissional, como aponta a cartilha produzida pelo Conselho Federal de Serviço Social e Conselho Federal de Psicologia, que propõe uma série de ações e procedimentos que hoje não são valorizados no nosso município;
2.a destinação de no mínimo 5% do orçamento da seguridade para a Assistência Social e aplicação das verbas sob controle social, ou seja, a maior parte dos recursos deve estar no Fundo Municipal de Assistência Social, sob controle do Conselho Municipal de Assistência Social. Essa perspectiva é fundamental para que a assistência não seja o lugar do aleatório e de práticas clientelistas;
3.a defesa da universalidade da política de assistência, com manutenção e ampliação dos equipamentos para sua implementação e profissionalização;
4.a garantia de condições de trabalho e autonomia técnica para os profissionais de serviço social, revendo os atuais parâmetros inadequados instituídos na Secretaria à revelia de um debate mais consistente com os técnicos, e das atribuições previstas na Lei 8662/93 e de um debate que respeite as particularidades das escolas, dos CRAS, CREAS, Redes de Acolhimento e unidades de saúde, urbanismo e demais políticas sociais. A profissionalização da política deve respeitar a formação técnica e a criatividade dos profissionais e combinar-se a efetivas condições de trabalho, assegurando sigilo profissional e equipamentos em condições de funcionamento, de acordo com a Resolução 493/2006 do CFESS. Deve assegurar também a saúde dos trabalhadores, respeitando as orientações da NOB-RH SUAS e NOB-RH SUS, o que não vem sendo assegurado, gerando forte desgaste nos trabalhadores;
5.a garantia de um perfil técnico-político para a futura Secretaria Municipal de Assistência Social, fundamentado no debate acumulado pela categoria e pelos movimentos sociais, dando visibilidade à assistência social como política pública de seguridade -, que defenda o SUAS e compreenda os princípios da LOAS, bem como institua relações democráticas e éticas com o corpo técnico.
6.o respeito à autonomia da sociedade civil para uma participação qualificada e organizada em consonância com os princípios da LOAS, no Conselho Municipal de Assistência, bem como ao seu caráter democrático e deliberativo.
Estes são alguns pontos de uma agenda que é hoje fundamental para os assistentes sociais do Município. Para discuti-la, colocamo-nos à disposição e gostaríamos de agendar uma audiência com o Prefeito eleito, o já indicado futuro secretário da área, Sr. Fernando William e membros da sua equipe de transição.

No aguardo de uma resposta e com a expectativa de que ela seja positiva, despedimo-nos.

Atenciosamente,

Fátima da Silva Grave Ortiz
Conselheira Presidente

Rua México, 41. Salas 1202 a 1205. Rio de Janeiro - RJ
Tel: (21)2240 1727
___________

É importante a divulgação destas proposições, entre nós assistentes sociais; demais técnicos; usuários e as mídias comprometidas com a ética e um "jornalismo público", pois este é um momento histórico importante e, está dentro de nossas prosposições ético-políticas. 

criado por NRSE    1:02 — Arquivado em: Sem categoria
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