Olhos D’Água

Uma nascente de expressão e troca de idéias… sobre o cotidiano; reminicências e as Mídias e o Serviço Social.Mas, há espaço para a poesia; a música; o humor etc. e tal…

6/11/09

Leiam o artigo “Alguma coisa está fora da ordem”: suicídio e trabalho na França

Quero indicar para todos (as) vocês o acesso ao artigo: << Alguma coisa está fora da ordem>>: suicídio e trabalho na França, que foi publicado, ontem, na editoria “Volta ao Mundo, Mundo da Volta”. Quem assina essa editoria é a profª Mione Sales (FSS/UERJ), que se encontra no blog coletivo “Mídia e Questão Social”.

Através do blog coletivo, a professora dá prosseguimento as reflexões sobre o tema que é tabu, o suicídio, e do qual é de nosso conhecimento, tem pouco espaço nas mídias, a não ser quando seja impossível não tratar do assunto. Um exemplo dos casos de suicídio na França, os do mundo do trabalho, na France Telecom. Embora, tivessem outros casos registrados a partir de 2007, na Renault, Peugeot e na EDF (Cia de Eletricidade da França).

Mione Sales, que atualmente, se encontra na França, faz uma análise muito bem estruturada sobre o “trabalho e suicídio”, com base nos estudos feitos pelo psicanalista e professor do Conservatório Nacional de Artes e Ofícios (CNAM), Christophe Dejours, conhecido no Brasil por seus livros como A Loucura do Trabalho e A Banalização da Injustiça Social, e com uma mais recente obra lançada (2009), que aborda a questão social do trabalho na contemporaneidade - o livro Suicide et Travail : que faire? - , produzido conjuntamente com Florence Bègue, psicóloga do trabalho e consultora de empresas.

Vale muito à pena a leitura e discussão deste artigo. O tema tem seu bojo de tristeza e dor, mas é uma realidade perversa que acontece com a incidência de que “a cada 40 segundos uma pessoa cometa o suicídio, no mundo, enquanto que a cada 03 segundos outra pessoa atenta pela própria vida” (OMS, 2000). Por isso a importância de se falar sobre ele, num viés de onde ele tem acontecido em massa, o mundo do trabalho.

As relações de trabalho, hoje se estabelecem com gestões de competitividade e produtividade, as quais, trazem o stress, incita o individualismo, a quebra da auto-estima, a fragilidade e a solidão. Com as demissões por longo período, muitos indivíduos, acabam em suas “descompensações psíquicas” (alcoolismo, drogadição, depressão, violência, suicídio etc.).

Em seu trabalho de supervisão de Serviço Social na área rural, no Norte Fluminense -RJ, pessoalmente, Mione, observou o consumo elevado de psicotrópicos, consumidos por trabalhadores e trabalhadoras rurais, o que nos faz perceber que a possiblidade, e por vezes, a concretização do suicídio, não é mal urbano, mas também rural.

No artigo, também há umas indicações que a professora nos passa, sobre várias leituras possíveis, nos links e filmografia social.

Nós todos precisamos de algum modo, engrossar o movimento de prevenção do suicídio, seja em que esfera ele insista em se tornar uma triste realidade. Desse modo, penso que este artigo possa contribuir de algum modo para a questão de prevenção do suicídio, cujo objetivo passa a ser de todos nós.

O Link do artigo: << Alguma coisa está fora da ordem>>: suicídio e trabalho na França é:
http://midiaequestaosocial.blogspot.com/2009/11/editoria-volta-do-mundo-mundo-da-volta.html

Espero que todos vocês acessem o referido link e expressem suas opiniões.

Um forte abraço,

Nelma Espíndola.
Assistente Social.

Fonte: Blog Mídia e Questão Social 
http://www.midiaequestaosocial.blogspot.com
criado por NRSE    0:23 — Arquivado em: Diálogo: Serviço Social e as Mídias, Política Social, Reflexões

26/10/09

Na próxima terça-feira é dia de “Fórum de Saúde”, na UERJ

Nesta terça-feira (27), acontece o “Fórum de Saúde”, promovido pela Faculdade de Serviço Social da UERJ, através do “Projeto Políticas Públicas de Saúde: O Potencial dos Conselheiros do Rio de Janeiro”, dando prosseguimento ao Ciclo de Debates e Fórum de Saúde.

 

O Fórum de Saúde inicia-se a partir das 18h até às 21h, no 9º Andar, Bloco “D”, com os seguintes temas:

- Informe das Entidades e Movimentos Sociais

- “Midia e Democratização da Informação” , com a participação do Assistente Social Leandro Rocha* e Jefferson Lee**

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* Leandro Rocha, Assistente Social, autor do artigo “Na mira da mídia: reflexões sobre as relações entre mídia, crime e identidade.” in: SALES, Apolinário Mione; RUIZ, Souza de Lee Jefferson (orgs.). Mídia, Questão Social e Serviço Social, SP - Cortez Editora, 2009.

 

** Jefferson Lee, Assessor Político do CRESS 7ª Região/RJ, Co-organizador do livro Mídia, Questão Social e Serviço Social. SP - Cortez Editora, 2009.

____________________________

Fonte: http://www.midiaequestaosocial.blogspot.com

criado por NRSE    22:00 — Arquivado em: Diálogo: Serviço Social e as Mídias, Seminários, Conferências e Encontros

19/10/09

Um seminário que todos vocês não podem perder!

Abaixo, socializo com todos vocês um convite do seminário que acontecerá amanhã (20), na UNISUAM, Campus - Campo Grande. Será um evento muito interessante: 

CONVITE

Convidamos os assistentes sociais supervisores de estágio, estudantes e professores da UNISUAM para participarem do seminário que realizaremos em 20 de outubro de 2009 (terça-feira).

Local: Auditório (Centro de Extensão da UNISUAM)

Endereço: Rua Alfredo de Moraes, 548 - Campo Grande.

Seminário - Serviço Social, Ética e Mídia:

Desafio intelectual na sociabilidade do capital

 

PROGRAMAÇÃO 

14h - Os fundamentos históricos, teóricos e metodológicos do Serviço Social: de sua gênese aos desafios da contemporaneidade.

Prof. Rodrigo Lima - Prof. do Curso de Serviço Social da UFF/Rio das Ostras

Profª. Newvone Ferreira da Costa - Coordenadora Adjunta do Curso de Serviço Social - Vila da Penha

Profª. Márcia Soares Vieira - Professora da UNISUAM

16h - Repercussões da pós-modernidade na organização dos trabalhadores e os desafios para o projeto ético-político do Serviço Social

Prof. José Eduardo Prates - Cientista Social/UFRJ e Professor da Unisuam

Prof. Dr. Marcelo Braz - Assistente Social e Prof. da ESS/UFRJ

19h - Mesa: “Questão Social, Ética e Direitos Sociais: vale a pena disputar a mídia?”

Jefferson Lee* - Assessoria Político e Acadêmico de Serviço Social

Cecília Contente** - Assessora de Comunicação do CRESS/7ª Região

21h - Lançamento do Livro e Coquetel - Livro “Mídia, Questão Social e Serviço Social”.

* Jefferson Ruiz - Um dos organizadores do livro “Mídia, Questão Social e Mídia”, Cortez Editora, 2009. Co-autor do artigo “Visibilidade do Serviço Social no século XXI: uma das estratégias para consolidação do projeto ético-político profissional”, com a jornalista **Cecília Contente.

Nelma Espíndola.

criado por NRSE    22:41 — Arquivado em: Diálogo: Serviço Social e as Mídias, Seminários, Conferências e Encontros

12/10/09

Sobre o DIA DAS CRIANÇAS… amanhã

 

Quero deixar uma sugestão, que penso seja muito significativa sobre amanhã, 12 de outubro, o DIA DAS CRIANÇAS.

Acessem o blog Mídia e Questão social  - www.midiaequestaosocial.blogspot. É reflexivo o artigo, porém, também é um resgate e uma homenagem aos “pequenos tesouros” presentes no nosso cotidiano.

O link é: http://midiaequestaosocial.blogspot.com/2009/10/i-dia-12-de-outubro-pureza-da-resposta.html.

Deixem lá as suas ponderações.

Um grande abraço,

Nelma Espíndola.

26/9/09

DIA DO RÁDIO, é hoje!!

 

Muita gente sabe que tenho uma paixão pela mídia Rádio.

Acho-o um veículo fascinante! Hoje, mesmo com toda as possibilidades tecnológicas da informação, este ainda é um meio mais ”rápido” e “imediato” de se veicular uma informação. Uma mídia com maior acessibilidade às camadas populares para a sua aquisição.

Esta possibilidade traz a notícia, mais próxima de quem necessita tê-la. Com ela amplia-se o seu leque de conhecimentos a respeito de seus direitos humanos e sociais; as políticas públicas e sociais que lhes são impostas, de acordo com as demandas sociais, que as provocam. É também um meio de entretenimento, com a veiculação de uma vasta riqueza sonora que se dispõe aqui no Brasil: nossa música.

Um olhar histórico sobre a criação do rádio remonta o século XIX e XX. Há uma questão polêmica, pois o físico italiano, Guglielmo Marconi, em 1895, através das suas experiências, tidas como revolucionárias, nas técnicas de comunicação, foi reconhecido pelo Primeiro Mundo, como o “descobridor do rádio”.

Aqui no Brasil, o padre, cientista e engenheiro o gaúcho Roberto Landell de Moura, testa em 1893 a primeira transmissão de fala por ondas eletromagnéticas sem fio. Através de seus inventos a Marinha brasileira fez diversos testes de mensagens telegráficas no encouraçado Aquidaban em 1º de maio de 1905.

Temos como “Pai da rádio no país”, Edgard Roquete Pinto, antropólogo expressivo à época, viu-se despertado pelos meios de comunicação, em especial pelo rádio. Através dele teve a “convicção profunda do valor informativo e cultural do sistema”.

Em 1º de maio de 1923, acontece à primeira transmissão da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, fundada por Roquete Pinto e Henrique Morize, instalada na Academia Brasileira de Ciências. A rádio nasceu em 20 de abril de 1923.

Por essa que foi uma revolução comunicacional - o rádio -, comemora-se o seu dia, no dia 25 de setembro, dia de nascimento de Roquete Pinto.

E, apesar de observarmos o que se afirma, de que estamos na “Era da Informação”, penso que estamos muito mais para a “Era da Comunicação”. Vemos que com toda revolução das mídias sociais, o rádio, ainda é um dos meios de comunicação de massa, dos mais utilizados.

É por esse viés, que penso ser possível articular canais, com esse veículo, estabelecendo-se assim o diálogo entre o Rádio e o Serviço Social, buscando-se novos caminhos para o enfrentamento das várias refrações da questão social de nosso país.

Nelma Espíndola.

criado por NRSE    0:04 — Arquivado em: Diálogo: Serviço Social e as Mídias

5/9/09

“Mídia, Questão Social e Serviço Social”, terá lançamento na UERJ.

 

Sabe, é muito bacana está aqui, fazendo este convite especial, a todos vocês: O lançamento do livro Mídia, Questão Social e Serviço Social, recém-publicado pela Cortez Editora.

Ele será lançado no Rio de Janeiro, sexta-feira, dia 11 de setembro, às 18h, no auditório 91 do Pavilhão João Lyra Filho, na Faculdade de Serviço Social da UERJ.

Tive a oportunidade de contribuir em sua produção, com o artigo “Em defesa do diálogo entre o mídia rádio e o Serviço Social”.

Abaixo uma breve descrição da obra:

Vinte e um autores, entre profissionais e professores de comunicação e de serviço social, discutem as relações entre mídia e políticas públicas. Sem deixar a reflexão teórica de lado, o livro vai fundo na descrição e análise crítica da experiência de profissionais que atuam nesse campo de interseção entre comunicação e políticas sociais

O livro, organizado por Mione Sales e Jefferson Ruiz, é resultado do curso de extensão oferecido pela Faculdade de Serviço Social da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) com o mesmo tema. A interdisciplinaridade do curso reflete as novas preocupações no campo do serviço social, profissão que cresce rapidamente e, longe da velha imagem do assistente caridoso, se desenvolve como área de conhecimento e intervenção profissional.  

O lançamento seguirá o caráter criativo e participante do livro, com instalações, música e debate. Mas a tradição do coquetel e dos autógrafos será mantida. A atividade integra a agenda das comemorações dos 65 anos da Faculdade de Serviço Social da UERJ.

Resenha:

Mídia, questão social e Serviço Social está organizado em quatro zonas:

Na ZONA DE ABERTURA, os organizadores discutem as relações dos meios de comunicação de massa com as esferas pública e privada, e seu papel no debate sobre políticas sociais e direitos humanos. A evolução da comunicação mudou nossa forma de ver o mundo e ampliou o leque de possibilidades de uso das mídias. Hoje, o debate sobre democratização da comunicação supera os limites do direito à informação. O que está colocado é o direito à produção da informação, como forma de expressão e participação no debate público. Em ano de conferências públicas sobre a organização dos meios de comunicação, é indispensável buscar outros caminhos para os meios de comunicação de massa, hoje concentrados nas mãos de poucas famílias.

Na ZONA INTERDISCIPLINAR: DIÁLOGOS COMUNICATIVOS, profissionais e professores de comunicação refletem sobre os desafios da assessoria de imprensa voltada para a área social, as questões técnicas para o jornalista que pretende escapar ao senso comum que domina a mídia comercial, incluindo reflexões sobre técnicas de reportagem, conceitos e usos da fotografia e das novas tecnologias de comunicação. Por fim, relatos de experiências práticas de ações em comunicação com segmentos populares são apresentados acompanhados de reflexões sobre seus sentidos e efeitos sociais.

Na ZONA PROFISSIONAL E INTERLOCUÇÃO SOCIAL, estão os artigos de alunos do curso, que estabelecem relações entre as políticas e segmentos sociais em que atuam os assistentes sociais e o campo da comunicação. Programa Bolsa Família; violência, crime e identidade; gravidez na adolescência; pessoas com deficiência; pessoas portadoras de hanseníase são alguns dos temas apresentados na sua inter relação com as mídias. O debate inclui a cobertura dos movimentos sociais pela imprensa, o diálogo com os jovens e adolescentes em programas para o público “teen” e termina com os desafios de dialogar com mídias pouco exploradas pela profissão, como o rádio.

Por fim, na ZONA DE COMPROMISSO, os autores refletem sobre as necessidades e possibilidades de atuação do Serviço Social no campo da comunicação. De novo, os artigos vão do debate teórico ao relato do que já existe construído em termos de política de comunicação dos assistentes sociais e de experiências concretas de apropriação das técnicas de comunicação no trabalho com usuários de serviços públicos.

Serviço:

Mídia, questão social e Serviço Social contou com o apoio do Conselho Regional de Serviço Social do Rio de Janeiro (CRESS-RJ) e da Faculdade de Serviço Social da UERJ e está sendo lançado em diversos estados do país. O livro é encontrado em livrarias revendedoras da Editora Cortez ou em sites especializados.

Mione Sales é professora de Serviço Social da UERJ e Jefferson Ruiz é assessor político do CRESS-RJ.

Os autores:

Alessandra Melo Silva, Ana Lucia Vaz, Cecilia Contente, Claudia Correia, Dianne Arrais de Figueiredo, Jefferson Lee de Souza Ruiz, Juliana Desiderio Lobo Prudencio, Kenia Augusta Figueiredo, Leandro Rocha da Silva, Luiz Henrique Nascimento, Marcelo Braz, Marcelo Ficher, Márcia Carnaval, Maria Celina Machado, Mione Apolinário Sales, Moara Paiva Zanetti, Nelma Rosimeire da Silva Espíndola, Olga Sueli Arruda, Renato Veloso, Sandra Regina Manes Barreto, Tatiana Maria Araújo da Fonseca.

O livro está a venda em todo país, ou pode ser adquirido também no site da Cortez Editora, através do link http://www.lojacortezeditora.com.br/cortez-974.html

Vai ser muito gratificante para todos nós, autores e organizadores, tê-los presentes!

Nelma Espíndola.

criado por NRSE    1:13 — Arquivado em: Diálogo: Serviço Social e as Mídias, Publicações

1/7/09

Divulgando… “O serviço Social está mais valorizado”. Deu no Estadão.

 

Divulgando…  O Serviço Social na mídia.

A professora Mione Sales (FSS/UERJ), sempre atenta com a visibilidade do Serviço Social nas mídias, enviou-me a matéria abaixo, que foi publicada no site do CFESS:

 

Estadão afirma que serviço social está mais valorizado no país

Reportagem consulta CFESS e CRESS e constata evolução

Os esforços dos assistentes sociais em conscientizar o cidadão quanto aos seus direitos e o crescente reconhecimento da categoria viraram notícia. No dia 19 de junho, o jornal Estadão noticiou a valorização do mercado de trabalho na área e o aumento na oferta de cursos de Serviço Social.

Na entrevista, a assessora especial do CFESS Ana Cristina Abreu explicou o aumento da procura por profissionais do Serviço Social. “É um reflexo direto da evolução das políticas públicas”, afirmou, dando como exemplo a instalação do Sistema Único de Assistência Social (Suas), em 2005, que criou novas oportunidades de trabalho.

A presidente do CRESS-SP, Áurea Fuziwara, ressaltou a necessidade de uma grande contratação de assistentes sociais pelo Instituto de Previdência Social, para garantir acesso da população à reabilitação profissional. “A Previdência realizou concurso no ano passado, depois de uma lacuna de 30 anos, mas chamou apenas 886, dos 1,6 mil necessários”, lamenta.

O Estadão também destacou uma maior propagação dos cursos de Serviço Social, além da ampliação da demanda nos Núcleos de Atendimento à Família (NAF) e nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps).

 

Serviço social está mais valorizado

Categorias: MERCADO DE TRABALHO, PLANEJAMENTO DE CARREIRA, ÚLTIMAS NOTÍCIAS
andyreis / Stock.xchng

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O mercado de trabalho para assistentes sociais vem sendo gradativamente ampliado nos últimos cinco anos no Brasil. “É um reflexo direto da evolução das políticas públicas”, diz a assessora especial do Conselho Federal do Serviço Social (CFESS), Ana Cristina Abreu. É resultado do que Cristina chama de “evolução” das políticas públicas com, por exemplo, a instalação, a partir de 2005, do Sistema Único de Assistência Social (Suas), que, a exemplo do SUS, municipaliza as ações na área.

O impacto do Suas no mercado de trabalho ocorre com a criação de postos de atendimento municipais. Desde 2005, segundo o Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, que coordena os trabalhos, foram criados 5.142 centros de referência de assistência social (Cras) e outros 1.434 centros de referência especializados. Cada um deles emprega ao menos dois assistentes sociais.

Há ainda a ampliação da demanda nos Núcleos de Atendimento à Família (Naf) e nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps), na Saúde. O Caps substitui as internações em sanatórios de doentes mentais e é reflexo da evolução na política de atendimento dessa população.

Como o Suas e o SUS municipalizaram as ações, as vagas estão concentradas nas prefeituras, mas há movimentação grande também em autarquias e nos poderes públicos federais. “Um relatório feito por um grupo de trabalho interministerial em 2007 apontava para a necessidade de contratação de 1,6 mil assistentes sociais pelo Instituto de Previdência Social, apenas para garantir acesso da população à reabilitação profissional”, conta a presidente do Conselho Regional de Serviço Social de São Paulo (Cress-SP), Áurea Fuziwara. A Previdência realizou concurso no ano passado, depois de uma lacuna de 30 anos, mas chamou apenas 886, dos 1,6 mil necessários.

Situação semelhante é encontrada no Poder Judiciário - um dos maiores empregadores do setor e o que oferece os melhores salários, segundo Ademir Silva, professor de Política Social da PUC-SP -, obrigado a ampliar as vagas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

“O estatuto determina a criação de um grupo interdisciplinar, com profissionais como psicólogos e assistentes sociais, que devem subsidiar o trabalho do juiz”, explica Áurea.

Com a publicação no ano passado de uma resolução do Conselho Nacional de Justiça determinando a contratação desses profissionais, foi realizado um concurso público. “O Judiciário, no entanto, ainda não convocou os profissionais alegando falta de recursos”, conta Áurea.

EMPREGO PÚBLICO - Pesquisa realizada em 2005 pelo CFESS mostra que mais de 80% dos então 74 mil assistentes sociais com registro no conselho estavam empregados em postos do poder público; de 6% a 7% nas Organizações Não-Governamentais (ONGs) - um campo de trabalho crescente -; e outros 10% nas empresas privadas, que também estão ampliando as vagas no setor em função da adoção de políticas de sustentabilidade, que envolvem ações de responsabilidade social. O assistente social é, portanto, basicamente um “funcionário público”, e Cristina diz que é assim que deve ser. “Nossa missão é garantir o cumprimento dos direitos do cidadão, conscientizá-lo desses direitos e ajudá-los a se organizar coletivamente. Portanto, o campo de trabalho sempre estará centrado no poder público”, explica.

O conselho deve iniciar uma nova pesquisa nesse sentido, para atualizar os dados, mas Cristina não acredita que essa proporção tenha mudado significativamente, mesmo com a ampliação das atividades de ONGs e das empresas na área. “Teremos, sim, aumento considerável no número de profissionais registrados”, diz.

Até setembro de 2008, o CFESS tinha 84 mil assistentes sociais registrados, sendo 22 mil deles apenas no Estado de São Paulo. “Hoje, esse número deve ter aumentado em pelo menos 3 mil novos profissionais ou mais”, diz.

O número de registros é usado pelo conselho como um termômetro do mercado, já que, para trabalhar, o assistente social precisa dele, por determinação legal. “Em geral os profissionais buscam o registro quando encontram um trabalho”, explica Áurea. Em São Paulo, foram feitos 985 registros em 2004. Em 2008 esse número subiu para 1.445, um aumento de 18%.

O conselho registra também um aumento na oferta de cursos de Serviço Social, especialmente pelas universidades privadas, o que é considerado outro indício de aumento do mercado de trabalho. Na Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), por exemplo, as matrículas no curso Serviço Social cresceram 122% este ano, em relação a 2008.

PERFIL DO ASSISTENTE SOCIAL - Segundo o manual “A profissão de Assistente Social”, de Ademir Silva, editado pela PUC-SP, este é o perfil do assistente social:

Campo de atuação - É um profissional do setor de serviços, a maioria no poder público. Trabalha no meio urbano, como assalariado. Os autônomos são apenas 1,2% do total. A jornada de trabalho é de 30 horas a 40 horas semanais

Vínculos Empregatícios - 11,07% têm mais de um emprego. A maioria trabalha em instituições públicas: 40,97% municipais, 24% estaduais e 13,19% federais. Nas instituições privadas são 13,19%, e no terceiro setor, 6,81%

Gênero e idade - Cerca de 3% dos profissionais são do sexo masculino, 5% têm entre 20 anos e 24 anos; 25% de 45 a 49 anos; 30% de 25 a 34 anos e 38% de 35 a 44 anos

Religião - 67,65% são católicos; 12,69% protestantes; 9,83% espíritas kardecistas, seguidos pelos demais, dentre os quais 7,92% se declaram agnósticos

Renda familiar - Mais de nove salários mínimos para 37,12%; de quatro a seis salários para 30,53%; de sete a nove salários para 21,95% e até três para 10,4%S

Reprodução: CFESS

Agradecimentos a professora Mione Sales (FSS/UERJ).

criado por NRSE    1:05 — Arquivado em: Diálogo: Serviço Social e as Mídias

17/6/09

Informe sobre o novo Projeto de Lei que altera o salário mínimo nacional dos Assistentes Sociais, o nº 5.278/2009

 

No dia 28 de maio foi enviado aos dirigentes do Conselho Federal e dos Conselhos Regionais de Serviço Social, um pronunciamento da Deputada Federal Alice Portugal (PCdoB/BA), que segundo ela indicam suas “providências legislativas” tomadas para assegurar a fixação de um Piso Salarial Nacional que traga dignidade à profissão, por sua importância “ímpar” para o país, e em especial para os “milhões de brasileiros desassistidos”.

Destacamos alguns motivos que, segundo a deputada, levaram-na a tomar tais providências:

* Em 2008 foi designada pela Comissão de Trabalho Administração e Serviço Público a elaborar parecer ao Projeto de Lei nº 4.022/2008, de autoria do deputado Jorginho Maluly, que estabelece um piso salarial nacional do Assistente Social no valor R$ 960,00 (novecentos e sessenta reais) para uma jornada de quarenta e quatro horas semanais de trabalho;

* Considerou “absurda” e “inaceitável” o referido projeto, por desmerecer a profissão já regulamentada há décadas, com sua inserção no cotidiano dos serviços públicos de saúde e de assistência social;

* Manteve interlocução com o CFESS com o intuito de discutir a melhor forma de atender às reivindicações dos Assistentes Sociais, com a decisão de apresentar um subsititutivo fixando um piso salarial nacional de R$3.720,00 (três mil, setecentos e vinte reais), com reajuste anual, para uma jornada de 30 horas semanais de trabalho.

* No final de 2008, seu parecer foi encaminhado, com o substitutivo em anexo, à Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público. Entretanto, com a mudança da legislatura, ela deixou de integrar o quadro de membros titulares e suplentes desta Comissão; por decisão da direção foi desconsiderado seu parecer e o substitutivo apresentado, com a designação de nova relatora para o PL nº 4.022/2008, a deputada Thelma de Oliveira (PMDB/MT).

Diante destes fatos foi reapresentado o Substitutivo acordado com o Conselho Federal de Serviço Social na forma de novo Projeto de Lei, que foi apensado ao PL Nº 4.022/2009 e terá sua tramitação concomitante.

Assim sendo, o Projeto de Lei nº 5.278/2009, apresentado no dia 26 de maio de 2009, que altera a Lei nº 8.662, de 7 de junho de 1993, que dispõe sobre o salário mínimo profissional do Assistente Social, deixará aos deputados e senadores que esta categoria profissional tem uma reivindicação contrária daquela prevista no projeto já em tramitação do deputado Jorginho Maluly.

Disponibilizamos a íntegra:

Do  Projeto de Lei nº 5.278/2009, de 26 de maio de 2009. e,

Consulta ao projeto em tramitação apensado ao Projeto de Lei nª 4.022/2008.

Fontes: CFESS; CRESS MS; Câmara dos Deputados. 

Agradecimentos a Assistente Social Izabella Pirro pela colaboração.

criado por NRSE    2:28 — Arquivado em: Diálogo: Serviço Social e as Mídias, Projetos de Lei

11/6/09

Último Informe: A criação na UERJ da Midiateca Arte e Cultura

 

A última da vez: prof. Mione Sales, socializa a inauguração, também na UERJ da Midiateca Arte e Cultura, que aconteceu no dia 03 de junho, na sala 16 do Centro Cultural, na Rua São Francisco Xavier, 529 - Maracanã -RJ. Informações pelo fone 021-2587-7796 ou pelo E-mail: coart_uerj@yahoo.com.br ou pelo blog: http://coart.wordpress.com/coart.

Vejam abaixo:

 

 

Confiram!!

criado por NRSE    1:46 — Arquivado em: Cultura, Diálogo: Serviço Social e as Mídias

2º informe: O Blog Saúde Mental na UERJ

 

Neste segundo informe, profª Mione Sales, nos repassa o lançamento do Blog Saúde Mental na UERJ, coordenado pelo prof. Marco José Duarte (FSS/UERJ). Um novo espaço, cujo objetivo será a divulgação e informação de suas atividades dentro e fora da UERJ, no campo da Saúde Mental e Atenção Psicossocial.

 

___________________________________________________________________________

 

Olá parceiras/os da luta e do campo da saúde mental e atenção psicossocial

 

Com uma iniciativa do PRO-NEPS/FSS/UERJ, através do projeto de pesquisa e extensão “Os Cuidadores e a Produção do Cuidado na Saúde Mental e Atenção Psicossocial” coordenado pelo Prof. Marco José Duarte da Faculdade de Serviço Social da UERJ, estamos lançando no ar (virtual) o nosso BLOG, ainda em construção, Saúde Mental na UERJ. É mais uma espaço para divulgação e informação das nossas atividades dentro e fora da UERJ que nos articula com o campo da Saúde Mental e Atenção Psicossocial.

 

É só acessar o link abaixo:

 

http://saudementalnauerj.blogspot.com/

 

Saudações Antimanicomiais

 

Prof. Marco Duarte (FSS/UERJ)

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